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sábado, 27 de março de 2010

Liberdade de escolha



Esta questão foi colocada outro dia por uma amiga e anda gerando uma discussão acalorada no setor onde trabalha. Ela (que tem um blog delicioso sobre culinária - Pitaco na Cozinha) sugeriu que abordasse aqui o tema.

Por muitos anos as mulheres foram reprimidas sexual e profissionalmente. A velha e boa "mãe de família", "dona de casa", era aquela que abria mão da sua vida e de qualquer desejo pessoal para cuidar dos filhos e do marido. Independência? Prazer? Não eram coisas de mulher séria. Ah... e aquelas que ousavam fugir desse padrão eram "mulheres a frente de seu tempo", verdadeiras transgressoras.

Então, depois de muitos soutiens queimados, ter uma carreira profissional e ser independente financeira e sexualmente passaram a ser quase obrigações femininas. E o que dizer daquelas que, hoje, optam por  viver para casa e para a família? Ou ainda, por casar virgem, de véu e grinalda? Quem nunca reprimiu um pensamento de reprovação ao se deparar com uma situação dessas, num verdadeiro preconceito às avessas?

Assim, restam as seguintes perguntas: abrir mão de todas as conquistas da mulher na busca da igualdade de direitos entre os sexos e dedicar-se exclusivamente à vida doméstica e à família seriam uma regressão ou constituem uma nova maneira de transgredir os atuais paradigmas femininos? E mais, que comportamentos e atitudes poderiam, hoje, ser consideradas transgressoras?

Quero muito saber o que vocês pensam.


Beijo rouge

32 comentários:

carol sakurá disse...

Eu decidi ser uma 'amélia moderna'!
Feminina,indepente,mas mulherzinha.
Beijos!

Luciana P. disse...

Gosto do termo "mulherzinha" no que se refere à feminilidade. Hoje em dia, nós mulheres, já entendemos perfeitamente o que significou a emancipação feminina desde os idos dos anos 60 em diante... O ônus que nos restou, no entanto, foi pesado demais para carregar, daí, muitas mulheres, hoje, repensarem o seu papel e pesarem na balança se sair à luta, provando e acontecendo, é realmente algo que valha a pena.
O preço é caro, muito caro, se levarmos em conta que os nossos homens têm metade das obrigações que a nós é depositada.
Procuro equilibrar as duas coisas. Trabalho, tenho a minha liberdade financeira, mas gosto de ter por perto alguém que me protege e olha por mim.

Adorei o tema e o post.

Beijos pra ti e bom final de semana!

Entre o Real e o Virtual disse...

Oi querida Dani,

Acho que não é regressão decidir cuidar da casa, dos filhos e do marido. Assim como não é transgressão preferir ser solteira ou ter relacionamentos sem compromisso. Na minha opinião é só uma questão de escolha mesmo, que cada pessoa faz. O bom é que hoje podemos escolher de qual maneira queremos viver sem sermos tachadas disto ou daquilo. Até porque as pessoas querem e gostam de coisas diferentes, o que p/ uma é maravilhoso casar e ter filhos, para outra não.

Transgressão é vc não ser aquilo que vc quer ser.

Beijo!!!
Gi.

Babi Cardozo disse...

Oi Dany,

Adorei esse cantinho! Gostei de saber que aprovou o Pura Volupia, volte sempre! Bjos Volupiosos, Babi

Sentimental ♥ disse...

assunto polêmico né? rs
dá pra ser tudo? dá, mas cansa. agora, e se pensarmos em preferências, escolhas, ao invés de pensar em transgressão ou regressão? eu prefiro trabalhar, ter meu dinheiro, ter sucesso profissional e não ser amarrada a um fogão, mas tem mulheres que não conseguem se ver assim, acho mais q se trata de gostos e preferências e opções do q de transgressão propriamente dita.

LEO disse...

O Espaço da mulher na sociedade, já esta conquistado...so falta alguns "machos" entenderem isso!
Visite o SEXIMAGINARIUM vote no melhor Sexiconto e melhor Seximagem! http://seximaginarium.blogspot.com/
bjsss
bom domingão!
LEO

Kel disse...

Oi Dani!
Como disse o Leo aqui em cima, o lugar da mulher na sociedade já foi conquistado, eu diria OS LUGARES pois acredito que podemos fazer qualquer coisa. É engraçado como o tempo muda os conceitos, eu não acho que seja regressão ou transgressão ficar em casa com os filhos ou optar pela solteirice, sou a favor do livre arbítrio. Quem quer trabalhar trabalha e quem quer cuidar de casa cuida, não cabe a ninguém julgar a certa e a errada.

Dama de Cinzas disse...

Eu acho que homens e mulheres estão assustados com toda essa mudança feminina... Homens ficam caçando as poucos submissas que restaram pra enfiar numa casa e cuidar deles... Sim, porque homem adora uma esposa-mãe... E as mulheres continuam pensando que são metades em busca de outra metade, mesmo se sustentando, podendo ter uma vida plena e independente. Ainda veem o parceiro como algo necessário, não um complemento, mas parte de sua vida... Aí o que está acontecendo? Uma parte das mulheres está se assustando e sem saber o que fazer voltam ao padrão antigo da Amélia... Eu tô fora... ahahaha... Prefiro seguir independente, ganhando meu dinheiro, mesmo que sem homem nenhum na minha vida... Porque homem é bom, mas desde que ele venha como parceiro de vida e não um bebezão pra vc cuidar... affe!

Beijocas

Anônimo disse...

assino embaixo o que a kel escreveu!

lu

Luna Sanchez disse...

Oi, Dani!

Bom, eu sempre digo que, como não queimei sutiã algum em praça pública, não tenho qualquer compromisso com o movimento feminista. Rs

Eu não tenho o menor interesse em "igualdade". Somos difentes (homens e mulheres), e precisamos de oportunidades equivalentes dentro da nossa diferença, isso sim.

Quanto à carreira X família, também nem me passa pela cabeça abrir mão de uma em sacrifício da outra, porque isso seria o meu próprio sacrifício. Estudo, trabalho e quero ser mãe. Se, quando eu for, decidir parar de trabalhar para cuidar dos filhos, farei com prazer e convicção, certa de que tenho direito a essa escolha.

Uso todo o meu tempo vivendo minha vida, sabe? Não me sobra disposição para carregar rótulos e fazer tremular bandeiras...Talvez a real transgressão da atualidade seja essa, talvez.

Beijos, excelente post!

ℓυηα

Silvana Nunes .'. disse...

Boa tarde, amiga.
Nuinca faça essa besteira. Embarquei nessa e me dei mal. Homem quando vê a mulher feito escrava em casa com o umbigo no fogão, trata logo de bancar o engraçado.
A mulher tem que ter a independência dela para pegar o cara pelo rabo e jogar porta fora caso banque o engraçadinho.
Passando rapidamente para dar uma conferida nas novidades.
Desculpe a minha ausência, mas ando com uns probleminhas de percurso, sem óculos, sem internet e sem computador. Estou com tudo e não estou prosa, essa é a verdade. Dependo de lanhouse e não gosto nada disso.
FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... deseja um bom domingo para você.
Saudações Educacionais !

Mais um imundo no mundo impuro. disse...

Sou do tipo que diz: cada um tem direito de ser quem quer ser! é preciso acima de tudo respeitar a decisão do outro, se não os papéis se invertem e criamos uma nova forma de discriminação. Cada um tem o direito de viver sua sexualidade da melhor forma, ou de escolher o serviço que quiser ou de casar até de biquini!

Abraços!

Lilian disse...

Então o tema continua polêmico... Vi esses dias um filme, Amor Sem Escalas, em que uma das personagens, jovem, dizia a outra, mais velha, que agradecia muito o que a geração dela (da mais velha) havia feito, mas que queria ter o direito de agir diferente. Para ela, o movimento feminista havia sido importante pelas conquistas de liberdade, mas se ela quisesse casar, ter filhos e viver seu sonho romântico, qual era o problema? É um pensamento... E continuo sendo apedrejada por comprar as cuecas do meu marido...

Carmen Filaretti disse...

Por coincidência essa matéria foi capa da Revista do Correio (Jornal Correio Braziliense,em 28/03/2010)com o título A REVOLUÇÃO DAS DONAS DE CASA,e o texto é mais ou menos esse:" Começam a chegar por aqui os ecos de uma barulhenta discussão já acalorada nos Estados Unidos e na Europa. Seria retrocesso ou evolução a opção de sair do mercado de trabalho para cuidar do lar e da prole. Para algumas,é jogar fora as conquistas das mães e avós. Para outrs,apenas uma escolha, muitas vezes momentânea." " E no meio desse debate,estão as proprias mulheres que fizeram essa opção e que, a despeito do patrulhamento, curtem um valoroso tempo ao lado do filho, embora ainda temam pela dependência financeira e pelo preconceito. Nos Estados Unidos e em outros países,elas deixam de ser apenas donas de casa e se tornam donas do mundo com a ajuda da internet. Criam blogs, sites e fundam verdadeiras comunidades para mostrar que suas vidas são muito mais do que o meio tempo entre o tanque e o fogão." Sabe que eu mesmo fiz essa escolha a aaalllggguuunnnsss anos, por sua causa, e não me arrependi,sabia.

Ju disse...

A modernidade é uma dádiva e o melhor de tudo é a liberdade de podermos dizer pra sociedade se danar e fazermos o que queremos, não? Não vejo mal algum em conservarmos algumas características da velha Amélia, se isso faz bem ou não vai de encontro a nenhum princípio íntimo de ninguém, o que não tá com nada é agir da forma como os outros querem ou acham correto. A Lilian, no comentário acima, foi muito feliz ao citar 'Amor sem escalas', é exatamente esse meu pensamento.

Adorei seu espaço, (:

Beijos, Ju - Blog Pura Volúpia

Dalva disse...

Sou pelo meio termo. Hoje em dia as mulheres conseguem conciliar família, filhos e vida profissional muito bem!

Bjs.

Marcus disse...

eu acredito que um casal só crece quando os dois trabalham juntos, as mulheres teve ter os mesmos direitos e deveres iguais os homens!

Lidia Ferreira disse...

Eu concordo com a Lucina P , em tudo , so´tenho que acrescentar que como mãe e nossa obrigação ensinar nossos filhos homens a respeitar as mulheres e ajuda-las
bjs

Alaina Paisan =) disse...

Oi Dani... {retribuindo as diversas e variadas visitas!]

Olha, eu sou uma dessas rebeldes que grita (literalmente) pelos poucos tabus que ainda persistem, tabus esses que a nossa categoria mantém de pé. mas a questão não é essa... Acho que a grande discussão é sob o direito de opinião e principalmente a tolerância. Vivemos numa sociedade em que a diversidade, outrora abafada, se manifesta publicamente muito presente no dia-a-dia. As mulheres conquistaram sua independência, assim como os escravos há cem anos atrás o que não significa o reconhecimento devido por esse esforço. A sociedade precisa aprender a mudar e respeitar a diferença e o novo.

J.R disse...

Dani! Brigadão pelas palavras... Adoro suas visitas...

Em relação à pergunta...

Ó!

Fico no muro, pois, acho muito legal pessoas bem sucedidas, gente que corre atrás... Que consegue as coisas trabalhando. Admiro isso!

Porém! Penso que não deve haver nenhum preconceito em relação a aquela que gosta dos afazeres domésticos! Se ela curte, o marido ganha bem! Que mal há?


Cada um na sua!

Eu, particularmente, adoro mulher que goste de cozinhar, que seja dedicada... e tal!

Se ela for bem sucedida profissionalmente!

Opa! É uma Deusa!


Beijos!

Fernando Eduardo Mesquita disse...

Olá!

tal como tinhas referido bem dentro do que falei no meu blog também esta semana...

Beijos

Fernando Mesquita
http://terapiassexuais.blogspot.com

Felina Mulher disse...

Eu não abriria mão de tudo o que conquistei por nada nesse mundo, mas paga-se um preço bem caro por isso, os homens de hj tem um certo medo de mulheres emancipadas, se assutam mesmo...fogem!Eles ainda preferem o modelo "Amélia", apesar de muitos até aceitarem querer uma mulher na sociedade e uma puta na cama.
Adorei o teu blog....bem felino...kkkkkkkk
Olha, hj o felina tá do jeitinho que vc gosta....vai lá e me responde vc...é a sua vez!

Beijos.....sigo-te!

Dil Santos disse...

Dani querida, tudo bem com vc?
Menino, o bom de tudo é que as mulheres conquistaram seu espaço e mostraram que podem sim serem mais eficientes que os homens em vários aspectos. E vc's podem perfeitamente conciliar sua vida profissional e pessoal.
Menina, que bom q gostou do post, fico feliz.
Feliz Páscoa pra vc e sua família
Um bjo
:)

T I N I N disse...

Ahhhhhhhh
Se eu pudesse não trabalhava mesmo...
Adoro minha casa, curtitia meus filhos sem precisar leva-los pra creche ainda bebes, só na cozinha que sou péssima, não curto cozinha mesmo.
Mas não porque me ache incapaz de encarar trabalho, e sim porque sei por experiencia própria que trabalhando fora , tenho que abrir mão de muitos momentos com minha familia.
Beijo linda
T I N I N

█► JOTA ENE ◄█ disse...

ººº
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PASSEI SÓ TE PARA DESEJAR UMA FELIZ PÁSCOA!!!

Celamar Maione disse...

Eu sou favorável a liberdade : Cada um faz o que quer da sua vida. Se trabalhar fora vai fazer a mulher feliz, então, que trabalhe fora. Se ficar em casa cuidando dos filhos e da casa é a melhor opção, que seja ! Não gosto de determinar o comportamento de ninguém, pois não gosto que ninguém determine o meu. E essa coisa de " unanimidade"....sei não....
Dani,
queria lhe agradecer por você colocar o convite de lançamento do meu livro no twitter.
Não foi dessa vez que nos conhecemos pessoalmente, porém acredito, que oportunidade não vai faltar.
Grande beijo e uma Páscoa cheia de magia pra você !

Luciana P. disse...

Oi, Dani, passando pra te desejar um ótimo feriado e muito chocolate, se você gostar, é claro.

Beijos!

Lu

Curiosa disse...

Dani ...
ainda existe tanta diferença no tratamento social de homens e mulheres ... Sem dúvida o papel que ocupamos hoje foi conquistado a muito esforço ... em minha área, por ex. Veja que na Inglaterra era permitido ser professora para 'aprender' a maternidade ... Só poderiam exercer a profisão até se casar ... Há muitas cartas de mulheres dessa época colocando o quanto necessitaram lutar contra isso e registrando que não se casavam, optando pela profissão, devido a importância desta emsuas vidas .... Houve protestos públicos .. Elas, para exercer a doc~encia, necessitavam assinar um contrato afirmando que:
-não poderiam andar pelas 'sorveterias' desacompanhadas de algum homem da família ...
-jamais poderiam estar na rua depois das 20h desacompanhadas (de um homem), e mesmo assim, para situações de emergência ...
-Que, ao se casar, deveriam deixar a profissão ...
e mais tantos outros itens que nos arrepiam quando sabemos que isso vigorou até o início da década de 20 .... Isso mesmo, década de 20 .. Aliás, a Inglaterra possui um dos sistemas educacionais (e sociais) de valores, dos mais conservadores e retrógrados do mundo ...

Claro, para não citar essas mulheres que foram queimadas em fábricas, resultando nested ia de luto, o 8 de março ....

Muito bom teu post ...
bj

Léia disse...

Não consigo me ver presa á um fagão e atraz de um tanque... gosto de trabalhar e ser independente, sem precisar do dinheiro de ninguém, mas acho que nem todas conseguem ser assim, talvez até por motivo de escolha!

Beijos Dani

O Clube das Calcinhas disse...

Ah... cada um, homem ou mulher, se comporta da maneira que quiser e se sentir melhor. Transgressão é ser aquilo que não se é.

Beijo,
Gabi

Calcinhas

Menina Misteriosa disse...

Polêmico esse tema... gosto disso!
Mas não vejo como uma forma de transgredir. Por que o diferente tem que ser errado? Por que as pessoas têm, sempre, que seguir as tendências, como se não tivessem opinião própria?
Concordo com o 'Clube das Calcinhas': "Transgressão é ser aquilo que não se é"...

Ótimo post!

Beijo


http://meninamisteriosa.wordpress.com/
http://www.aceuabertodaboca.blogspot.com/

Daniel Savio disse...

Dani, é algo complexo, pois cada mulher vai procurar se satisfazer, mas este desejo acabam sofrendo mudanças devido ao amadurecimento, hormonios e etc...

Então no final das contas, a pessoa tem de procurar ser feliz com os seus desejo.

Fique com Deus, menina.
Um abraço.

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